O português é uma língua sacana. A uns, estar formado significa o ápice, o completo, ter forma definida, não faltar nada! Como tudo tem seu porém, eu, formado, significa apenas mais um degrau no meio da escada. Estou pronto para dar mais um de muitos passos à frente e mudar muito de acordo com a "forma" que percebo ao meu redor.
Chegada a hora de fazer pós, entra uma cadeira muito esperada - Projeto de produto - e as coisas deixam um tanto a desejar, lógico que agradou muito, mas mesmo para um curso semipresencial eu esperava algo mais madafaca.
Chegada a hora de fazer pós, entra uma cadeira muito esperada - Projeto de produto - e as coisas deixam um tanto a desejar, lógico que agradou muito, mas mesmo para um curso semipresencial eu esperava algo mais madafaca.
Epistemologia já não dava tanta empolgação quanto o tema anterior, mas vamos lá... não deve ser tão ruim assim. Viajem total!!!! E o pior é que faz sentido se bem filosofado. Para se ter noção, além do link que usei para que você sentasse na gelatina (moleza), achei muito interessante postar um texto meu que faz parte de um trabalho. Vai que um feedback ou fodeback aparece por aqui sobre o texto puxa um tema mais "acadêmico".
Se trata de um texto sobre o tema: Novos e velhos paradigmas e o desafio do conhecimento e da educação no mundo contemporâneo
Sem dúvidas, o primeiro e mais influente paradigma é o que leva ao pensamento de que o conhecimento ocorre de forma linear, sempre se somando algo ao que já existe. A tentativa de apenas somar conhecimento a um modelo sem que este seja alterado resulta não na evolução, mas sim na complementação de um modelo que tende a ser completamente substituído em breve.A questão é que a adoção de um novo conhecimento é, na realidade, a derrubada de um paradigma fruto da última evolução ocorrida. Sucessivamente são quebrados e ignorados os velhos paradigmas sem que as pessoas se deem conta de que o pensamento anterior era, muitas vezes, equivocado e sem a verdadeira percepção da realidade e dos fatos que explicavam o objeto de conhecimento.Hora os paradigmas se impunham ao conhecimento de maneira bem clara, na forma de perseguições religiosas, completa oposição popular ou mesmo o medo de se assumir aquilo que começava a parecer óbvio.
Atualmente os desafios em quebrar paradigmas são bem mais sutis que os de tempos atrás. Correspondem ao forte vínculo aos padrões, normas, boas práticas e demais regras comumente praticadas em ambientes corporativos ou, de maneira mais impactante, a falta de audácia em questionar estudos e conclusões consideradas como fruto de tecnologia de ponta.
Deixando esse aborto tema apenas dentro de um parênteses, até então tudo parece apenas um desencontro entre palavras e fatos que se tenta relacionar.
Primário e eu ganhava estrelinhas por fazer a lição de casa. Tempos depois e a premiação ao resultado positivo foi trocada pela punição pelo não feito. Quem um dia pensava que aqueles grandões do ensino médio já estavam em um plano muito mais fodástico de cobrança não imaginava que alguns degraus acima as coisas passariam a ser facilitadas. Basta uma parcela da turma pedir arrego que um texto como o acima ganha mais uma semana para ser feito, e saliento, isso em uma pós.
Experimente deixar uma criança de 4ª série ganhar uma semana a mais para fazer um trabalho que lhe ocupa 120% da capacidade de compreensão para ver no que é que da. Permitir isso pelo bem da ciência - ainda não li a fundo sobre o que vai contra o método verificacionista - parece um bom método científico. O aceitável pelos "adultos" - não questionado pelo comodismo propiciado - é dar uma folga ou facilidade qualquer para algo que não passa de uma corridinha para o nosso cérebro formado.
Quero continuar sendo protegido pelo acaso enquanto andar distraído, mas que da uma sensação de "curso coxa", isso não nego. Resta lembrar que algumas telhas feitas àquele modo resistem até hoje.
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